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Foto do escritor: Luciane Nascimento
Luciane Nascimento
9 de jan. de 2025
3 min de leitura

Atualizado: 5 de ago.


Como fazer planejamento sucessório
Como fazer planejamento sucessório?

Você trabalhou a vida inteira para construir seu patrimônio, mas sabia que, sem uma organização prévia, grande parte dele pode ser consumida por impostos e taxas judiciais em um inventário? Pior do que a perda financeira: a falta de regras claras é o principal motivo de rupturas e brigas familiares definitivas.


Se você quer entender como fazer planejamento sucessório, saiba que esta é uma ferramenta essencial para garantir a destinação correta dos seus bens, otimizar questões tributárias e proteger quem você ama. Vamos esclarecer como funciona, os custos envolvidos e os riscos de deixar essa decisão para depois.



Por que investir no planejamento sucessório?


Imagine que seus herdeiros tenham que enfrentar um processo de inventário lento e caro, pagando tributos altos por falta de organização. Com o planejamento, você evita essa burocracia e garante que seus bens sejam distribuídos exatamente de acordo com a sua vontade.

Essa estratégia é fundamental para profissionais que acumulam patrimônio ao longo da carreira, como médicos, advogados, engenheiros e empresários, que precisam proteger seus bens.


Quais instrumentos podem ser usados?


Para entender como fazer planejamento sucessório na prática, você deve saber que o direito utiliza diferentes instrumentos jurídicos. A escolha ideal depende das necessidades de cada família, sendo comum combinar mais de um recurso:

  • Testamento: Permite especificar em cartório como seus bens serão distribuídos.

  • Doação: Transfere bens ainda em vida, reduzindo encargos e agilizando processos futuros.

  • Cláusulas protetivas: Mecanismos como inalienabilidade, impenhorabilidade e incomunicabilidade, que impedem que os bens saiam da família (protegendo o patrimônio até mesmo contra casamentos falidos dos filhos).


Quais são os custos envolvidos?

Os custos variam dependendo do instrumento utilizado e do estado onde você reside. Veja as principais despesas:

1. Imposto sobre doação (ITCMD)

O ITCMD é um tributo estadual, com alíquotas que variam conforme a unidade federativa. Confira exemplos:

  • São Paulo: 4%

  • Alagoas: 2% a 4%

  • Minas Gerais: 5%

  • Paraná: 4%

  • Santa Catarina: 1% a 7%

  • Rio Grande do Sul: 3% a 4%

Nota: As alíquotas acima podem variar dependendo da legislação vigente.

Seja com alíquota progressiva estabelecida ou prestes a mudar, a diferença entre pagar mais ou otimizar custos está na estratégia adotada em vida. Não deixe para a sua família a burocracia que você pode resolver com segurança hoje.

2. Custos do testamento

Elaborar um testamento público em cartório tem taxas fixadas pelo colégio notarial do seu estado. O processo em si é rápido, levando poucos dias para ser formalizado após a minuta estar pronta.

3. Custos da doação em vida

Além do ITCMD, a doação envolve taxas cartorárias para a escritura pública e possíveis custos de avaliação dos bens pelo Estado.


Documentos básicos necessários

Para formalizar o seu planejamento, a lei exige uma série de documentos:

  • Para Testamento: RG, CPF e CNH do testador e das testemunhas (mínimo de duas testemunhas maiores de 18 anos, que não podem ter vínculo de parentesco ou benefício financeiro no testamento).

  • Para Doação: Documentos pessoais do doador e de quem recebe, certidão de casamento ou nascimento, matrícula atualizada dos imóveis e comprovantes de quitação de tributos.

Atenção: A falta de uma única certidão correta ou o erro na escolha das testemunhas pode anular um testamento inteiro na Justiça anos mais tarde. A presença de um advogado especialista é recomendada para validar a segurança jurídica do ato.


Benefícios práticos para a sua família

  • Redução drástica de custos: Diminui o impacto tributário e evita as despesas judiciais avassaladoras de um inventário.

  • Proteção contra conflitos: Garante uma divisão clara, justa e incontestável do patrimônio.

  • Tranquilidade em vida: Proporciona a certeza de que sua família continuará amparada.


Conclusão: Não deixe o Estado decidir por você


Saber como fazer planejamento sucessório não é sobre pensar na morte, é sobre cuidar do futuro e da harmonia das pessoas que você mais ama. Não deixe que a burocracia ou o preenchimento incorreto de documentos estraguem o patrimônio de uma vida inteira.

Cada família possui uma estrutura única e o que funciona para um patrimônio pode não funcionar para o seu.


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